
Foto: Crysli Viana
No domingo (29), a secretária de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência de Pernambuco, Joanna Figueirêdo, recebeu os músicos Marco Polo e Almir de Oliveira, da banda Ave Sangria, no Memorial da Democracia, localizado no Sítio da Trindade, no Recife.
O encontro contou também com a presença da secretária executiva de Direitos Humanos, Fernanda Chagas, e do gestor do Memorial, Pedro Xavier, e foi marcado por uma conversa sobre os desafios enfrentados pela banda durante a Ditadura Militar no Brasil.
Na ocasião, representantes da Secretaria e do Memorial, além dos integrantes da Ave Sangria, concederam entrevista à TV Globo, com exibição prevista para a próxima terça-feira (31). A iniciativa contribui para ampliar a visibilidade sobre o período e o processo de reparação histórica vivenciado pelo grupo.
No último dia 26 de março, a banda recebeu um pedido oficial de desculpas do Estado brasileiro, com o reconhecimento das perseguições sofridas por seus integrantes durante o regime militar, quando tiveram sua liberdade artística interrompida pela censura.
Formada no Recife na década de 1970, a Ave Sangria se consolidou como um dos principais símbolos da contracultura nordestina, com uma sonoridade que reúne elementos da psicodelia, do regionalismo e da poesia, mantendo-se como referência de resistência, memória e liberdade.