Mediação de conflitos

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A Mediação de Conflitos é uma política pública estratégica de Prevenção Social ao Crime e à Violência, coordenada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), através da Secretaria Executiva de Prevenção ao Crime e à Violência (SEAPREV).

O programa atua diretamente na raiz dos chamados ‘crimes de proximidade’ — violências não intencionais que nascem da intolerância, da quebra de diálogo e de controvérsias nas relações interpessoais. O objetivo central é intervir nesses atritos antes que eles evoluam para agressões físicas ou Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI).

Através da Cultura de Paz e da Justiça Restaurativa, o serviço oferece um espaço seguro, gratuito e sigiloso para que as partes envolvidas construam, juntas, a melhor solução para seus problemas, sem a necessidade de acionar o Poder Judiciário ou as forças policiais.

Como funciona o Atendimento?

O atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar capacitada em técnicas de mediação, composta por profissionais de psicologia, serviço social e direito. O processo baseia-se em três princípios fundamentais:

  • Voluntariedade: Ninguém é obrigado a participar. A mediação só acontece se ambas as partes concordarem em sentar para dialogar.

  • Sigilo Absoluto: Tudo o que é conversado na sala de mediação é confidencial e não pode ser usado em processos judiciais futuros.

  • Imparcialidade: O mediador não é um juiz. Ele não decide quem está certo ou errado, nem impõe soluções. O papel da equipe é facilitar a comunicação, baixando a tensão e ajudando as próprias partes a chegarem a um acordo pacífico e duradouro.

Quais conflitos podem ser mediados?

A Mediação de Conflitos atende diversas situações do cotidiano que afetam a convivência pacífica em comunidade. Os casos mais comuns incluem:

  • Conflitos de Vizinhança: Perturbação do sossego (som alto, barulho em horários indevidos), problemas com lixo ou entulho, vazamentos e infiltrações, limites de muro/terreno, e animais soltos.

  • Conflitos Familiares: Desentendimentos entre parentes, discussões sobre o cuidado com idosos, atritos de convivência familiar e separações amigáveis (focadas no diálogo).

  • Conflitos Civis e Comunitários: Pequenas dívidas (acordos informais não cumpridos), desentendimentos em condomínios, vilas ou associações de moradores, além de fofocas, calúnias e difamações.

  • Casos de Intolerância: Preconceito e discriminação que geram tensões locais.

 

O que NÃO é atendido na mediação?

Para garantir a segurança de todos e o cumprimento da lei, a Mediação de Conflitos não atende casos que envolvam crimes graves, como:

  • Homicídios ou tentativas de homicídio;

  • Tráfico de drogas ou envolvimento com facções criminosas;

  • Casos de violência doméstica enquadrados na Lei Maria da Penha (violência contra a mulher).

  • Abuso sexual ou crimes contra crianças e adolescentes.

Nota: Quando esses casos chegam aos nossos núcleos, a equipe técnica realiza o acolhimento humanizado e faz o encaminhamento imediato para a rede de proteção adequada (Polícia Civil, Ministério Público, Conselho Tutelar ou centros especializados).

Recife e RMR

Municípios Atendidos:

Recife, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Abreu e Lima, Olinda e São Lourenço da Mata.

Contatos:
Coord. Socorro Barreto: (81) 99233-0056

Zona da Mata e Agreste

Municípios Atendidos:

Caruaru, Palmares e Vitória de Santo Antão.

Contatos:
Coord. Dyego Stervison: (81) 99710-1579
Maria Eduarda (Caruaru): (81) 99477-9425

Sertão (Lote III)

Municípios Atendidos:

Araripina, Ipubi, Petrolina e Trindade.

Contatos:
Coord. Valéria Arraes: (87) 99921-5445
Antônia Silva (Petrolina): (81) 99262-1059
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