Ilé Asẹ Iyà Odò Omi Mímó celebra sete anos de resistência, fé e tradição com participação da SJDH

O Ilé Asẹ Iyà Odò Omi Mímó, casa de matriz africana, localizada no bairro de Areias, no Recife, celebrou na quinta-feira (25), sete anos de existência. A programação, que segue até esta sexta-feira (26), marca um ciclo de continuidade e reafirmação da fé, da resistência cultural e da espiritualidade afro-indígena brasileira, com foco nas tradições do Candomblé e da Jurema Sagrada.

Fundado em 2018, o Ilé Asẹ Iyà Odò Omi Mímó tornou-se referência na preservação e vivência das religiões de matriz africana em Pernambuco. Ao longo desses sete anos, a casa tem fortalecido laços comunitários e promovido ações de acolhimento espiritual, cultural e social, sempre guiada pelos princípios do Axé e do respeito à ancestralidade.

A celebração deste ano contou com a participação da equipe da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), representada pela Secretária Executiva de Promoção da Equidade Social, Fernanda Chagas, pela Superintendente de Promoção da Equidade Social, Renata Farias, pelo Gestor da Política de Igualdade Racial, Edson do Carmo, além da Coordenadora da Política de Promoção da Igualdade Racial, Marianna Albuquerque e, também, pelo Gestor da Política LGBTQIAPN+, Denilson da Cunha. A SJDH reconhece a importância dos terreiros como espaços fundamentais de promoção da dignidade, da liberdade religiosa e da valorização das culturas de matriz africana. A parceria reforça o compromisso do poder público com o enfrentamento ao racismo religioso e com a garantia dos direitos das comunidades tradicionais.

“Iniciativas como essa contribuem para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à liberdade de crença e à proteção dos povos e comunidades tradicionais, além de estimular o diálogo entre diferentes setores da sociedade”, disse Fernanda.

As atividades comemorativas seguem, também, nesta sexta-feira (26), reunindo rituais, cantos, danças e celebrações que expressam a riqueza e a profundidade das tradições mantidas vivas no espaço.

Mais do que uma festividade, o evento representa um reencontro entre filhos, filhas, amigos e simpatizantes da casa, além de ser um momento de reafirmação da resistência cultural e espiritual frente aos desafios enfrentados pelas comunidades de terreiro no Brasil.

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