“Esse time precisa voltar pra casa”: finais do campeonato viram mobilização por crianças e adolescentes desaparecidos em Pernambuco

Foto: Marta Maranhão/SJDH

As finais do Campeonato Pernambucano 2026 entre o Clube Náutico Capibaribe e o Sport Club do Recife ganham um significado que vai além da rivalidade: a mobilização por crianças e adolescentes desaparecidos.

A campanha é realizada pela Federação Pernambucana de Futebol em parceria com o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência, da Secretaria de Esportes, da Secretaria da Criança e da Juventude e da Secretaria de Defesa Social, levando mensagens de alerta aos estádios e transmissões.

Em 2025, Pernambuco registrou 2.745 pessoas desaparecidas, sendo 695 menores de idade. Por isso, o futebol se transforma em instrumento de conscientização e proteção.

O desaparecimento de crianças e adolescentes também dialoga com uma realidade grave: o tráfico de pessoas. A SJDH, que desenvolveu a Campanha Promessas Falsas Roubam Vidas, trata essa pauta com absoluta seriedade, por meio da sua equipe multidisciplinar de enfrentamento ao tráfico de pessoas, que atua na prevenção, identificação de casos, articulação com a rede de proteção e acolhimento às vítimas e familiares.

A campanha “Esse time precisa voltar pra casa” transforma as finais do Estadual em uma grande corrente de mobilização social. A primeira ação acontece já neste domingo, na Ilha do Retiro, durante o clássico decisivo, marcando o início de uma mobilização que seguirá nas duas partidas finais. Durante os jogos, mensagens de alerta, orientações e canais oficiais de denúncia serão divulgados nos estádios e nas transmissões, reforçando que, para muitas famílias pernambucanas, o time está incompleto, falta um filho, uma filha, uma criança que ainda não voltou para casa.

Ao acolher a campanha do Pernambucano, a Secretaria reforça que combater o desaparecimento é também enfrentar possíveis situações de exploração e violação de direitos, somando forças para proteger nossas crianças e impedir que elas sejam vítimas desse crime.

Porque, acima de qualquer rivalidade, existe algo maior: toda criança merece voltar para casa.

Rolar para cima